Ex-professor de ciências & informática, ex-gerente de TI, ex-estudante de Biologia. Atualmente, diretor de tecnologia da Kingo Labs, blogueiro, podcaster e corintiano.
2-Há quanto tempo você atua na internet brasileira?
Sou daquelas pessoas que migraram da BBS para a Internet, ou seja, posso dizer que acessei a web nos primórdios. Em 97 eu comecei a criar os sites do Centro Acadêmico da Biologia USP e por fim, a homepage da faculdade. Em 2000 conheci o PHP e desencanei de criar sites e comecei a programar.
Mas tudo isso era meramente por lazer. Sempre quis ser professor, mas só depois que comecei a trabalhar em uma empresa de tecnologia (entrei como estagiário de biologia), é que eu vi que minha carreira na área de informática poderia dar mais frutos.
3-Como e quando surgiu o Migre.me?
Durante o Campus Party 2009, resolvi criar um “campeonato de Rick Roll”, mas não encontrei nenhum script de contagem de cliques. Acabei desenvolvendo a minha própria ferramenta e o campeonato foi um sucesso!
Na semana seguinte, numa conversa com o
Alexandre Fugita do
Techbits, surgiu uma aposta: iria criar uma ferramenta web em 1 dia (que na verdade duraram 3). A idéia era criar um encurtador de URL com contador de cliques.
Durante a programação, vi que seria legal também tentar contar os retuites dos links encurtados. Pronto! Ai surgiu o embrião do migre.me!
4-Já ouve controvérsias de que os encurtadores de URL não durariam por muito tempo, pois não ha uma maneira de capitalizar o serviço para gerar uma renda, isto é verdade ou apenas um mito? E por quê?
Se a ferramenta funcionar somente como encurtador de URL, com certeza! O serviço exige muito trabalho de manutenção e servidores, e isso consome muito dinheiro.
5-Além do Migre.me, você escreve em algum(ns) site(s) ou blog(s)?
Escrevo no
Infopod – o blog de tecnologia que não falou do iPhone - e participo do
Decodificando – o podcast que fala de código genético, código jurídico e código fonte. Aplicação das leis sobre as novas tecnologias.
Também sou um dos colaboradores do
Blog oficial da LG.
6-A internet e sua única área de atuação ou você atua em outras áreas fora dela?
Sempre gostei de ensinar, então ainda pretendo voltar a dar aulas. Mas como estou sem tempo, fica meio difícil.
7-Dá para viver apenas da renda dos sites/blogs, ou o dinheiro gerado através dos sites/blogs serve apenas como uma renda extra no fim do mês?
Dá para viver sim, mas como em todo o trabalho, requer muito esforço e uma pitada de talento. Sem isso, fica meio difícil, como em qualquer carreira.
8-O que mudou em sua vida após o “sucesso” do Migre.me?
A mudança veio principalmente na vida profissional. Fui chamado para fazer sociedade com a Paula Signorini (
@paulabio) e a Maria Carolina Cintra (
@mariacarol), sai da empresa que trabalhava como gerente de TI e abrimos a Kingo Labs. Além de cuidar do migre.me, desenvolvemos diversas outras ferramentas relacionadas ou não com a Internet.
9-Quais as dicas que você dá para quem está atuando ou pretende atuar na internet brasileira?
Muito estudo, muito trabalho e também não desmerecer as idéias, por mais bizarras que sejam. Eu jamais diria que um encurtador de URL mudaria minha vida profissional desta maneira! :D