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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Participe das Próximas entrevistas do Diário Interview


Quem acompanha o Diário de tecnologia diariamente, já sabe que temos uma área em que fazemos entrevista com pessoas relacionadas ao mundo tecnológico, já fizemos entrevista com os blogueiros Nick Ellis do Digital Drops, Alexandre Fugita do Tech Bits, Jonny Ken criador do encurtador de URL Migre.me, Wallace Rufato CEO da Zzub Mídias Alternativas e "megaboga" exclusiva entrevista com o Dublador/super Nerd Guilherme Briggs que dá a voz a ninguém mais, ninguém menos que Optimus Prime de Transformers.

Um legal, mas que que isso tem a ver com o post?

Então, em uma conversa com o Kadu Fernandez sócio e também editor do diário, resolvemos adotar um método novo para que vocês (leitores do diário de tecnologia) possam interagir nas próximas entrevistas.

Como posso interagir?

E bastante simples, basta usar o formulário logo abaixo para manda suas perguntas, pode manda quantas perguntas quiser, elas serão avaliadas por mim e pelo Kadu e caso seja aprovada ela será publicada junto com a resposta no dia em que a entrevista for publicada.

Que legal e quem será o próximo entrevistado?

O Próximo entrevistado será o grande Nerd Eduardo Spohr (da foto acima), Criador de A batalha do Apocalipse um livro exclusivo da NerdStore, também jornalista, blogueiro (fundador do Filosofia Nerd) e publicitário.

Mande sua pergunta e ganhe os devidos créditos.




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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Diário Interview 05 - Entrevista com Jonny Ken criador do Migre.me

Ex-professor de ciências & informática, ex-gerente de TI, ex-estudante de Biologia. Atualmente, blogueiro, podcaster e corintiano.

É assim que se identifica o famoso Jonny Ken, criador do mais popular encurtador de URL brasileiro o Migre.me e diretor de tecnologia da Kingo Labs.

Veja a entrevista com o Jonny Ken logo abaixo:

1-Quem é Jonny ken?
Ex-professor de ciências & informática, ex-gerente de TI, ex-estudante de Biologia. Atualmente, diretor de tecnologia da Kingo Labs, blogueiro, podcaster e corintiano.


2-Há quanto tempo você atua na internet brasileira?
Sou daquelas pessoas que migraram da BBS para a Internet, ou seja, posso dizer que acessei a web nos primórdios. Em 97 eu comecei a criar os sites do Centro Acadêmico da Biologia USP e por fim, a homepage da faculdade. Em 2000 conheci o PHP e desencanei de criar sites e comecei a programar.

Mas tudo isso era meramente por lazer. Sempre quis ser professor, mas só depois que comecei a trabalhar em uma empresa de tecnologia (entrei como estagiário de biologia), é que eu vi que minha carreira na área de informática poderia dar mais frutos.

3-Como e quando surgiu o Migre.me?
Durante o Campus Party 2009, resolvi criar um “campeonato de Rick Roll”, mas não encontrei nenhum script de contagem de cliques. Acabei desenvolvendo a minha própria ferramenta e o campeonato foi um sucesso!

Na semana seguinte, numa conversa com o Alexandre Fugita do Techbits, surgiu uma aposta: iria criar uma ferramenta web em 1 dia (que na verdade duraram 3). A idéia era criar um encurtador de URL com contador de cliques.

Durante a programação, vi que seria legal também tentar contar os retuites dos links encurtados. Pronto! Ai surgiu o embrião do migre.me!

4-Já ouve controvérsias de que os encurtadores de URL não durariam por muito tempo, pois não ha uma maneira de capitalizar o serviço para gerar uma renda, isto é verdade ou apenas um mito? E por quê?
Se a ferramenta funcionar somente como encurtador de URL, com certeza! O serviço exige muito trabalho de manutenção e servidores, e isso consome muito dinheiro.

5-Além do Migre.me, você escreve em algum(ns) site(s) ou blog(s)?
Escrevo no Infopod – o blog de tecnologia que não falou do iPhone - e participo do Decodificando – o podcast que fala de código genético, código jurídico e código fonte. Aplicação das leis sobre as novas tecnologias.

Também sou um dos colaboradores do Blog oficial da LG.

6-A internet e sua única área de atuação ou você atua em outras áreas fora dela?
Sempre gostei de ensinar, então ainda pretendo voltar a dar aulas. Mas como estou sem tempo, fica meio difícil.

7-Dá para viver apenas da renda dos sites/blogs, ou o dinheiro gerado através dos sites/blogs serve apenas como uma renda extra no fim do mês?
Dá para viver sim, mas como em todo o trabalho, requer muito esforço e uma pitada de talento. Sem isso, fica meio difícil, como em qualquer carreira.

8-O que mudou em sua vida após o “sucesso” do Migre.me?
A mudança veio principalmente na vida profissional. Fui chamado para fazer sociedade com a Paula Signorini (@paulabio) e a Maria Carolina Cintra (@mariacarol), sai da empresa que trabalhava como gerente de TI e abrimos a Kingo Labs. Além de cuidar do migre.me, desenvolvemos diversas outras ferramentas relacionadas ou não com a Internet.

9-Quais as dicas que você dá para quem está atuando ou pretende atuar na internet brasileira?
Muito estudo, muito trabalho e também não desmerecer as idéias, por mais bizarras que sejam. Eu jamais diria que um encurtador de URL mudaria minha vida profissional desta maneira! :D

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Diário Interview 04 - Entrevista com o dublador Guilherme Briggs

Guilherme Briggs é um dublador, tradutor,  Blogueiro, desenhista e diretor de dublagem brasileiro. É conhecido por seus trabalhos de dublagem de séries de desenho animado, como as vozes de Cosmo, personagem de Os Padrinhos Mágicos, de Freakazoid da série Freakazoid!, Babão de Eu Sou o Máximo, Buzz Lightyear de Toy Story, Daggett, de Castores Pirados, Optimus Prime, de Transformers, Superman, de A Liga da Justiça, entre muitos outros. Atualmente, ele trabalha como diretor de dublagem na Delart no Rio de Janeiro.

Criador do Teatro de Bonecos que é e foi, desde o início um cantinho pra relaxar, brincar, pra dar risada, sem compromisso, livre, leve e solto, espontâneo.


1-Quem é Guilherme Briggs?
É uma pessoa extremamente simples, que sempre adorou trabalhar e brincar com criatividade, com arte e interpretação, em várias formas.

2-Como surgiu essa paixão pela dublagem?
O grande culpado é meu pai, que foi o meu mestre intelectual e artístico, sempre catalisando minhas aptidões. Eu, desde pequeno, conversava com ele sobre a possibilidade de um dia me tornar desenhista e dublador. Atualmente, trabalho profissionalmente com dublagem e interpreto muitos personagens animados, deixando o desenho e a pintura como hobby. Acho que fechei um ciclo de muitas alegrias e de retro-alimentação, consequentemente.

3-A partir de quando você se viu nesta profissão?
Como eu disse, desde criança. Como eu gravava historinhas com meu pai com um velho gravador e vitrolinha para as músicas e efeitos, a arte da improvisação, da adaptação de texto, dos tipos, personagens ficaram familiares pra mim. Tudo fluía naturalmente, com muita facilidade. Por isso que atualmente eu me sinto extremamente confortável na profissão, pois remete justamente à minha infância com meu querido pai, tão criativo e inteligente.

4-De acordo com a sua história de vida, você teve grande influência familiar para estar trabalhando nesta profissão. Em sua opinião, se não houvesse este incentivo, você acha que mesmo assim estaria trabalhando com dublagens ou teria seguido outra carreira?
Acredito que estivesse trabalhando no ramo artístico sim, possivelmente com dublagem também. Meu pai catalisou, como eu disse antes, essa vontade, mas acho que ela surgiria talvez tardiamente, comigo já adulto. Como saber, não é? Mas é interessante pensar nessa possibilidade, eu em outra profissão.

5-Qual a dublagem mais importante (pra você) que você já fez?
Foi quando gravei junto com o Alexandre Moreno (o Alex) o Rei Julien, de Madagascar, para uma criança que estava prestes a ser operada pela quarta vez no coração. O menino tinha perdido a esperança e a mãe contactou nossa amiga Telma, que nos reuniu, montou um vídeo e nós dublamos, para o pequeno Tutuco (Arthur) com Alex e Julien mandando mensagens especiais para ele, pedindo para Tuco voltar logo pra brincar com eles. O médico disse que a recuperação dele foi excepcional, como ele nunca tinha previsto, o que nos deixou muito emocionados e comovidos. Foi minha dublagem mais importante, sem dúvida.

6-Qual a sua dublagem predileta?
Daggett, de Castores Pirados, como falo em toda entrevista e nunca vai mudar! Hehehe... O meu castorzinho é meu xodó, minha paixão, foi onde eu coloquei toda a minha alma de criança, durante quase 5 anos de série animada, para a Nickelodeon.

7-No Brasil, esta atividade tem o reconhecimento merecido ou ainda existe pouca valorização para o profissional?
O público cada vez ama mais dublagem e conhece e reconhece seus dubladores. Infelizmente, agora existe a pouca valorização agora por parte de quem está contratando nossos serviços, pois estou percebendo que cada vez mais os orçamentos abusivamente baixos é que estão sendo levados em consideração, em oposto à qualidade final do produto, o que é o prenúncio do desastre. Temos estúdios e dubladores excelentes parados, por falta de trabalho, enquanto estúdios pequenos, de fundo de quintal estão trabalhando, usando mão de obra barata e não qualificada. O que precisa ser feito é uma conscientização de que um filme que sai barato em um estúdio, com um elenco mal escalado, sem preparo, feito de qualquer maneira, vai acabar sendo uma bomba relógio que vai explodir no futuro. É como vender sanduíche com carne passada ou com ingredientes de má qualidade: a freguesia vai diminuir. Seja em alguns meses, semanas ou dias. É só uma questão de tempo. E os danos, são permanentes, pois abrem precedente para outros tentarem tirar vantagem dessa economia porca e deplorável. Estamos vivendo a maior crise da dublagem dos últimos 50 anos.

8-Quais as maiores dificuldades que você enfrentou como dublador, para conseguir chegar aonde chegou?
Olha, as maiores dificuldades foram conciliar técnica com arte, pois eu sempre tive muita energia, muita vontade e tenacidade pro ofício, eu só precisava saber dosar e controlar e calibrar direitinho essas forças. Cada dia é um aprendizado e mais um pontinho no auto-conhecimento como artista. Eu tenho ainda muita coisa pra aprender e um longuíssimo caminho pra seguir e estou sempre disposto. Como diria Rocky Balboa no último filme dele: “Não se trata de quem bate mais forte. Se trata de quão forte pode ser atingido e mesmo assim continuar em frente. Quanto você pode ser derrubado e mesmo assim continuar sua vida”. Uma grande lição, realmente.

9-Para trabalhar nesta área é exigido alguma formação profissional ou o talento é mais do que suficiente?
Você precisa ser ator, com o registro profissional. Existem casos isolados, como o meu. Eu nunca fiz curso de teatro, sou autodidata, no máximo fiz teatro amador, mas consegui comprovar trabalhos junto ao sindicato e eles apostaram em mim, para meu espanto. O talento é fundamental e é a única coisa que abre as portas realmente. Você até preferir usar o caminho mais fácil e ter um conhecido, um pistolão, como se dizia antigamente, dar um “jeitinho”. Ok, pode ajudar no início, mas depois, no “correr da carruagem”, os cavalos podem tropeçar, o cocheiro cair na rua e a roda quebrar, pois quem não é talentoso ou competente, não se estabelece.

10-O que te levou a criar o Teatro dos Bonecos?
Foi a necessidade de juntar a fome com a vontade de comer, eu sempre gostei de quadrinhos e de brinquedos, então uni as duas coisas e criei o teatro de bonecos, que é uma diversão saudável, descompromissada, totalmente sem nenhuma finalidade a não ser me divertir e, de tabela, também entreter quem visita o blog. É como eu sempre digo, no nosso teatro “os atores são de plástico, mas a vontade é de ferro!”

11-O Teatro dos Bonecos acabou de completar seu primeiro ano de vida, qual foi à maior conquista que ele lhe concedeu?
Foi perceber que ele trazia alegria realmente as pessoas que visitavam. Eu percebia pelos comentários, pelas fotos de brinquedos e de crianças que me mandavam. Isso tudo me deixou muito feliz, realizado. Eu recebi várias fotos de pais fazendo teatrinhos de bonecos com seus filhos, criando falas, balõezinhos e me enviando. Isso não tem preço. Veja a comoção em cima do Tobias, ele é amado por velhos, jovens e crianças com seus videozinhos simples e descompromissados. Recentemente, o teatro de bonecos ganhou o primeiro lugar no Prêmio TOPBLOGS, na categoria Humor, Populariedade, o que foi inesperado. Eu me inscrevi a pedido de amigos e visitantes do blog e tomei um susto quando vi que estava entre os três finalistas e depois descobrindo que tinha ficado com o primeiro lugar, ganhando troféu, certificado e tudo. Foi muito gostoso isso tudo, vou guardar essa experiência pra sempre, sem dúvida. Mas uma coisa eu prometo a todos: jamais vou mudar o que o teatro de bonecos é e foi, desde o início: um cantinho pra relaxar, brincar, pra dar risada, sem compromisso, livre, leve e solto, espontâneo.

12-Quais suas previsões para o futuro, como dublador e como blogueiro?
Como dublador, só peço saúde, pois meu amor pela profissão nunca diminuiu e só tende a aumentar. Quero chegar aos 90 anos como meu padrinho de profissão, Orlando Drummond, que é um exemplo pra todos nós. Ele sempre tem uma energia, uma alegria de viver que comove e contagia a todos. Quero estar em paz, dirigindo filmes e dublando meus personagens, trazendo alegria para o público, que sempre me tratou com tanto carinho. Já como blogueiro, eu quero mais é fazer meus teatrinhos de bonecos, meus quadrinhos, gravar mais vídeos com historinhas do Tobias, enfim, trabalhar minha criatividade, pois acho que é aí que está a verdadeira fonte da juventude. Usar o cérebro para o bem e ser feliz comigo mesmo e minha querida família.

13-Quais as dicas que você da para quem está iniciando ou tem vontade de iniciar na carreira de dublador?
Que tenha sempre em mente que a vaidade só corrompe quando não é controlada. Um ator ou dublador deve ser humilde, estar sempre interessado em estudar, em praticar muito, em pesquisar. Nunca, jamais deve ficar almejando objetivos de superar A ou B, criando uma competição – que no final não leva a nada, pois cada pessoa é uma pessoa, cada talento é um talento - mas sim fazer o seu preparo particular, com muita entrega e concentração, com muita determinação e vontade, com tenacidade, bebendo das melhores fontes, sempre com muita sinceridade, simplicidade e honestidade. Um ator deve ser um observador assíduo da vida ao seu redor, estar sempre sorvendo idéias, detalhes, cores, movimentos, momentos, sentimentos, tudo que puder para utilizar em seus personagens. E, pra finalizar, um ator ou dublador deve amar a profissão e não achar que está trabalhando e sim brincando, como uma criança, usando a técnica para ajudar apenas. Só um pouco.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Diário Interview 03 - Entrevista com o empresário, blogueiro e designer Nick Ellis

Essa semana tive o imenso prazer em entrevista o grandioso Nick Ellis, um dos blogueiros mais conhecidos do brasil.

Nick Ellis é um empresário, blogueiro e designer. Ele é o fundador, editor e autor do Digital Drops e AppStore Blog. Com seu trabalho em blogs já foi entrevistado por várias revistas e jornais do Brasil, além de ter aparecido em matérias no Jornal da Band e no Fantástico.

O Digital Drops é referêcia no Brasil quando o assunto é Gadgets, o blog ja considerado como o 9º Blog mais Popular do Brasil em 2007 segundo o IDG Now!, e como o 2º blog de notícias mais popular do Brasil em 2008 segundo o Prêmio iBest.

Veja a entrevista após a quebra

1-Quem é Nick Ellis?
Eu sou simples blogueiro e adoro o que faço. Quase nunca tenho tempo para nada, mas valorizo a minha família acima de tudo. Além de escrever nos meus blogs, também trabalho com mídias sociais na In Press Porter Novelli no Rio de Janeiro.

2-Antes de iniciar na vida de blogueiro, qual atividade exercia?
Eu trabalhava como designer criando sites, apresentações, modelos em 3D e vídeos, mas com foco principal na Internet. Sou um pioneiro da Internet no Brasil e trabalho com a web desde 1993, quando criei o meu primeiro site para a empresa Treetap. E depois do primeiro, fiz muitos outros, sempre pela minha empresa, a Multimedia Factory. Comecei a blogar nos anos 2000, mas sempre encarando isto com um hobby, escrevendo textos pessoais e publicando blogs fotográficos.

3-Quando e como surgiu o Digital Drops?
O Digital Drops surgiu em 2006. Minha filha tinha menos de um ano de idade e eu estava trabalhando como freelancer em casa, e daí resolvi usar o meu tempo livre para criar um site de gadgets, inspirado em alguns dos meus blogs favoritos como Engadget, Gizmodo e OhGizmo!, mas com um toque diferente e original, a minha personalidade, os meus gostos pessoais e o principal, a minha opinião.

Em pouco tempo eu estava me dedicando de tempo integral ao Digital Drops, que acabou realizou o meu velho sonho de encarar o ato de escrever como profissão.

O ritmo do DD no começo era intenso, com cerca de 10 posts ao dia. Até hoje recebo milhares de comentários de pessoas querendo comprar os produtos, mas a minha proposta não é mostrar o que já está sendo vendido no Brasil, e sim as grandes novidades que são lançadas no exterior. Ainda bem que este intervalo hoje em dia é muito mais curto do que há 3 anos e meio atrás quando comecei a blogar.

4-Em sua opinião o que atrai os leitores até o Digital Drops?
Os leitores gostam de todas as notícias sobre notebooks, robôs e gadgets, e principalmente, a opinião dos autores que adoram usar estes produtos. Eu falo com um público que entende do assunto, e procuro não explicar o óbvio, indo direto ao que interessa.

5-Além de administrar o Digital Drops, AppStore Blog e ainda contribuir com outros blogs, você exerce alguma outra atividade paralelo ao blog ou os Blogs é sua única fonte de renda?
Atualmente trabalho na In Press Porter Novelli, mas larguei o meu emprego antigo para me dedicar exclusivamente aos blogs e passei um ano com os blogs como única fonte de renda.

6-Qual é a principal fonte de renda do Digital Drops?
Publicidade direta através de banners em campanhas de produtos e serviços, além de posts personalizados escritos por nossa equipe, sempre com uma identificação clara que são informes publicitários. Também faço criação de conteúdo em vídeos e textos para campanhas com hotsites personalizados e até mesmo publicidade identificada no Twitter, na campanha Inconfundível do Club Social.

7-O que mudou em sua vida após o “sucesso” do Digital Drops?
Tudo, eu era um designer que vivia reclamando do trabalho e hoje em dia sou uma pessoa realizada, que realizou o sonho de escrever para viver. Recebo vários produtos para testes e sou convidado para eventos internacionais como a apresentação da linha 2010 da Symantec para jornalistas, e também nacionais, como o lançamento do Windows 7 e o Nokiacamp, só para citar dois eventos desta semana. Eu também me tornei um palestrante, sempre falando sobre a minha experiência sobre blogs e redes sociais.

8-Pra você, qual foi à maior conquista que você teve como Blogueiro?
Vou citar dois exemplos, ter conhecido pessoalmente Steve Wozniak, em uma palestra em Belo Horizonte no ano passado e ter assistido como convidado VIP da Nokia ao lançamento do foguete Delta II da Boeing que levou o satélite WorldView-2 para o espaço.

9-Conte para nós como foi à experiência de ir para os estados unidos assistir ao lançamento do satélite WorldView-2.
Foi uma das maiores emoções da minha vida. Não encontro outras palavras.

10-Quais suas previsões para o futuro do Digital Drops?
Quero que ele continue crescendo, mas sem nunca perder a personalidade.

11-Não tem como falar do grande Nick Ellis sem falar de Gadgets, então, quais os Gadgets que você tem em casa, que você não consegue viver sem?
Eu não consigo viver sem meu iMac, meus 2 iPhones, meu N97, meu notebook PC com Windows 7, meu Apple TV e meu PSP. Ainda não tenho o PS3 e nem o Xbox, e também não sei como consigo viver sem eles.

12-Quais as dicas que você dá para quem está iniciando uma carreira como Blogueiro?
Minhas dicas são simples e fáceis. Muito trabalho, muita pesquisa, e dedicação total para criar o próprio conteúdo, sem cair no caminho fácil de reproduzir o conteúdo dos outros para ganhar migalhas de publicidade. Se você estiver pensando em ganhar fortunas, e não for apaixonado pelo assunto que escolher, o seu blog nunca vai dar certo. Cada blog é um reflexo da personalidade do seu autor, e só funciona se for feito com sinceridade.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Diário Interview 02 - Entrevista com Fugita criador do TechBits

Essa semana tive o prazer de entrevistar o grande Alexandre Fugita.

Fugita é Blogueiro desde 2006 quando criou o TechBits, blog que tem como objetivo compartilhar idéias, opiniões e conhecimento sobre o mundo da tecnologia.

Fugita é um dos grandes nomes na blogosfera brasileira, já foi convidado para participar de grandes empresas como Microsoft, Yahoo, Apple, Google, entre outras.

Veja a entrevista logo após a quebra.


1-Quem é Alexandre Fugita?
Sou blogueiro, nasci em São José dos Campos e tenho 33 anos. Sou formado em Gestão de Sistemas de Informação (tecnólogo) mas nunca exerci essa atividade.

2-Quando e como surgiu o Tech Bits?
O Techbits existe desde Agosto de 2006. Surgiu da minha vontade de falar sobre tecnologia. Sempre que encontrava amigos esse era um de meus assuntos prediletos. Um deles certa vez sugeriu que eu criasse um blog. Dito e feito!

3-Qual a receita de sucesso do Tech Bits?
Conteúdo exclusivo e opinativo. Muitos leitores dizem que gostam do meu estilo e também do fato de encontrarem conteúdo diferente do que lêem em outros lugares.

4-Além de administrar o Tech Bits, você exerce alguma outra atividade em paralelo ao blog ou o mesmo é sua única fonte de renda?
Atualmente além do blog, faço freelas relacionados a conteúdo para Internet.

5-Dá para viver apenas da renda do blog, ou o dinheiro gerado no blog serve apenas como uma renda extra no fim do mês?
O blog gera uma renda mas não o suficiente para considerá-la minha fonte principal. A ideia é desenvolver essa parte de negócios para que o blog vire minha fonte de renda principal.

6-Você já foi convidado para participar de eventos de grandes empresas como Microsoft, Google, Yahoo, Apple entre outras, Com isso você se considera um Blogueiro de Sucesso?
Um trabalho bem feito atrai a atenção das principais empresas de tecnologia. Acredito que esse relacionamento aberto que algumas empresas tem com blogueiros é bastante saudável e que faz parte da evolução de um blog.

7-Pra você, qual foi à maior conquista que você teve como Blogueiro?
Leitores qualificados.

8-Com o "boom" das mídias sociais, você acha que os blogs correm o risco de saírem de cena ou isto é apenas mais uma lenda?
Toda mídia que tiver bom conteúdo não sai de cena, muda de "suporte". Os blogs que tem conteúdo relevante só deixarão de existir para evoluir para outra tecnologia ou se o dono do blog resolver acabar com ele.

9-Com a chegada do Chrome OS previsto para meio do ano de 2010, e sua opinião qual será o futuro da computação?
Desde 2006 eu prego que a computação na nuvem é o futuro. Parece que agora em 2009 as pessoas estão acreditando mais nisso e no futuro provavelmente boa parte da computação ocorrerá desta forma. O browser será apenas a janela para esse mundo.

10-Quais as dicas que você dá para quem está iniciando ou pretende iniciar uma carreira como Blogueiro?
Criar conteúdo exclusivo e participar da conversação com outros blogs e mídias.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diário Interview 01 - Entrevista com Wallace Rufato CEO da Zzub Mídias Alternativas.

Hoje Estamos Inaugurando uma nova seção aqui no nosso Diário, a seção de Entrevistas, onde será entrevistado somente pessoas relacionadas à tecnologia, mídias sociais, blogueiros e pessoas da área, será publicado uma entrevista por semana, toda sexta feira será publicada uma nova Entrevista.

O entrevistado dessa semana é o Wallace Ferreira Rufato(da foto ao lado) CEO da Zzub Mídias Alternativas.

A Zzub é uma empresa que busca oferecer soluções criativas e inovadoras em comunicação e marketing: Mobile, Web e Live Marketing, com foco na rentabilidade, emprego de novas tecnologias, responsabilidade socioambiental, satisfação de seus stakeholders.

Veja a entrevista após a quebra


1 - Há quanto tempo você está neste mercado e o que o levou a ingressar nele? Venho pesquisando e estudando esse mercado já faz uns 5 anos. Pude perceber os altos e baixos desse mercado. Por ser embrionário, como consideram alguns especialistas e que ainda carece de uma grande catequização por partes dos Players desse mercado, é possível identificar inúmeras oportunidades de negócios. Minha fascinação por essa área se dá pela constante necessidade de adaptação cliente a cliente. Isso estimula muito, sou uma pessoa inquieta, e encontrei nessa área, a oportunidade de exercitar minha assertividade enquanto pessoa e conseqüentemente profissional.

2 - Ainda existem muitas empresas que possuem um certo preconceito em explorar este tipo de mídia. O que você diria a estas empresas?
Existe uma resistência por partes de empresas chamadas Off Lines. No entanto, essa resistência vem sendo quebrada pelo próprio usuário que está na ponta dessa cadeia e, que é hoje, o consumidor antenado, prático, digital e que sabe escolher com quem, quando e como quer ser impactado por uma marca.

É inevitável que as empresas Off Lines passem a realizar parcerias, fusões ou mesmo um desenvolvimento de uma área interna própria para se adequar a essas novas mídias. Aquele kit felicidade convencional, Rádio, TV, Jornal, Revista e Outdoor, já não convencem mais o cliente. O cliente agora quer saber mais sobre os resultados de suas campanhas, querem saber do ROI, das Métricas e etc.

Um grande preocupação que percebo por partes das empresas Off, é pensar que os veículos atuais vão acabar. Em minha opinião, o que precisa acontecer é um entendimento urgente desses veículos sobre as necessidades para seus negócios, de mutação de seus produtos e/ou serviços, para continuar atendendo melhor seus usuários.

O que digo para essas empresas é que, quem nasce hoje, não sabe o que é analógico, já nasce digital. Experimentar, essa é a única maneira de agregar novos valores, sem falsas promessas ou ilusões que as Novas Mídias são a salvação para tudo e para todos.

3 - Qual o maior desafio para os profissionais desta área? Como fazem para vencê-lo com sucesso?
O maior desafio é ser flexível. Não adianta achar que o que deu certo para um cliente, vai dar certo para o outro. Não adianta pensar que o que deu certo na Europa tem que dar certo no Brasil. Vivemos em um país onde existem vários países, uma interpolação de cultura grandiosa e que deve ser sempre preservada, interesse que muitas vezes não são comuns a grande maioria e que atrasam anos de evolução em educação, tecnologia e desenvolvimento.
Para vencer, a dica é praticar sempre as máximas, estudar, pesquisar e testar muitas vezes. Some essas máximas ao caráter anti-spam, respeitando a privacidade do impactado e sempre, use a criatividade e inovação com muita RELEVÂNCIA.

4 - Como tem sido a aceitação do consumidor deste tipo de mídia?
O consumidor tem procurado entender e utilizar mais essas Novas Mídias, pelo fato que temos hoje no Brasil muitos cases importantes e de grande repercussão nacional e internacional, que envolvem tanto as grandes marcas, mas também marcas pouco conhecidas ou regionalizadas, e que pela grande divulgação acabam tornando-se mais conhecidas por experimentarem essas alternativas.

5 - Existe alguma métrica para identificar os resultados de determinado produto ou serviço desenvolvido por vocês?
Sim, existem Métricas para quase todos os produtos e serviços que oferecemos. São inúmeras as possibilidades de geração de relatórios que podem comprovar por números, o resultado da campanha e possibilitar em tempo real, a otimização da campanha em seu percurso, buscando auferir a menor dispersão possível.

6 - Qual a solução mais procurada pelos seus clientes? Como ela funciona?
A maioria busca em primeiro lugar entender o que são nossos produtos e serviços, depois querem logo saber o que podemos fazer para eles, alguns querem usar tudo de uma vez, mas somos cautelosos e procuramos entender muito bem a quem vamos atender para trazer resultados, ou seja, os clientes de nossos clientes.

Os aplicativos para celulares e iPhones são os que despertam mais interesse em nossas apresentações, assim como as ações de Live Marketing e, um novo produto que estamos começando a apresentar ao mercado, que é o Móbile Ticket ou M-Ticket.

7 - O Mobile é uma tecnologia que tem crescido muito nos últimos tempos e tende a crescer mais ainda. Qual a sua projeção para o futuro desta tecnologia?
A Zzub é uma empresa que aposta e acredita significativamente na convergência do meio digital para o celular. De maneira muito veloz, surgem no mercado aparelhos com melhores recursos, capacidades de memória, Bluetooth, Java, Flash Lite, Wi-Fi, Wimax, Browsers Móveis, Rádio FM, e etc. As marcas estão seguindo o modelo de bussiness da Apple e criando suas Apps Stores. Surge um melhor entendimento de como se fazer internet móvel, compatível com as limitações de telas e capacidades dos aparelhos, permitindo uma melhor experiência para o usuário.
Somos 66 Milhões de usuários de internet contra 154 Milhões de usuários de celular no Brasil, 11 Milhões é o número atual de brasileiros que acessam internet pelo celular, com crescimento de mercado da ordem de 20% ao ano. O cenário do Mobile Marketing movimenta atualmente 2,7 bilhões de dólares e, para 2011 a uma expectativa de 12,8 bilhões de dólares.

8 - Qual o conselho você daria para quem está iniciando neste mercado?
Entenda o cenário, experimente, entenda as maneiras certas para utilizar o Mobile, assim como todas as Novas Mídias. Diga não a qualquer prática de Spam. Compreenda que parcerias poderão ser necessárias e construídas. Faça o melhor que puder para não queimar esses novos canais de impactação e, respeite a palavra de ordem dentro do cenário ON que pode e deve ser praticada no cenário OFF, ou seja, RELEVÂNCIA.

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